sábado, 28 de novembro de 2009

Se sentirá melhor?

video

Pq a voz dela é definitivamente viciante.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Há mais mistérios entre o céu e a terra...

Voltando de um dia de trabalho cheio de surpresas péssimas e sensações desagradáveis de impotência, estava eu andando pela calçada, quando meus olhinhos observadores avistaram no chão um mini Gregor Samsa; um pequeno inseto lutando desesperadamente para alçar vôo e escapar da provável morte rápida causada por um funesto e pesado pé. Suas asas estavam viradas para o chão, de modo que ele não conseguia sair daquela posição nada lisonjeira.

Imediatamente minha mente inquieta começou e se perguntar o que existe dentro de um inseto tão pequeno, isto é, será que ele pensa? Será que realmente havia ali uma busca pela sobrevivência? A resposta foi contígua: dã, seres humanos são superiores, mas que pergunta descabida foi essa!

Enquanto processava minha própria afirmação, me veio a teoria de que Deus nos enxerga exatamente assim: insetos agonizando pela vida que precisa apenas de um passo para chegar ao fim.

Logo eu lembrei de todas as formigas e moscas que matei na vida... Então parei pra olhar o mundo à minha volta, fazer uma retrospectiva dos últimos atos e constatar duas coisas: 1: vida é coisa que começa, acontece pelo tempo necessário e termina; 2: Deus é muito mais desenvolvido e racional do que qualquer ser humano pode sequer imaginar. Sendo assim, constatei que quando alguém morre, nasce, leva um puta tombo na calçada, ganha na loteria ou conhece o amor de sua vida é por que era assim que tinha que ser e pronto. Digo, quem é que sabe o que existe depois que a gente morre? Ou antes de a gente nascer? Relatos de médiuns à parte, não há como saber. Tudo o que sei é que sou, como todo ser humano deste mundo, capaz de raciocinar, e teimo em achar um fundamento para as coisas que o turbilhão de perguntas martelando no meu cérebro insiste em investigar.


Tudo isso, claro, passou pela minha cabeça enquanto eu desviava o passo pra não atingir o pequeno inseto. Afinal quem sou eu pra acabar com a vidinha ali contida?



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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Questões teoricamente fundamentais

Perfeccionismo. Defeito e qualidade ao mesmo tempo, vai de acordo com a situação em que me encontro. No momento é o meu maior malfeitor: quando você sente que tudo está indo no rumo errado, é hora de parar e consertar a peça quebrada nessa máquina chamada cérebro.


Hoje é um desses dias desanimados e cheios de perguntas que você faz insistentemente à você mesmo, ainda que não consiga achar as respostas, (mesmo por que muitas vezes você não precisa realmente delas), acatando o desafio de estabelecer as questões na sua cabeça, quase como que uma meta a alcançar em tempo absurdamente curto.


Hoje é um desses dias em que você pára pra pensar em todos os dias anteriores, e você vê quanto desse tempo você gastou em coisas totalmente inúteis, que você julgava necessárias pra validar sua existência neste mundo.


Hoje é um dia desafiador, onde tudo à minha volta me mostra as escolhas feitas, os objetivos alcançados e as conquistas realizadas em todos esses 23 anos, atenuando assim, a vontade desesperada de arrumar tudo o que está - no meu ponto de vista maluco, atrasado e temporariamente suspenso.


Mês que vem eu completo 24 anos - uma idade favorável, onde tudo é muito mais fácil e atraente, onde todas as portas estão escancaradas, assim como as janelas e onde tudo ainda é novo e todo sonho é válido.
Por alguma razão sempre nesta época do ano (final do mês de Outubro, quando eu vejo que meu aniversário está próximo), eu tenho um surto de crises existenciais e revejo todos os meus planos.


Na minha teoria perfeccionista, eu deveria estar, neste exato momento da minha vida, formada em letras, cursando tradução/ interpretação (e trabalhando na área, lógico), morando sozinha em São Paulo e cheia de experiências incríveis nas costas. Isso seria fundamental pra uma jovem de 23 quase 24 anos: estar em início de carreira, estudando para abrir as possibilidades na área escolhida e iniciar a vida adulta, se virando para administrar sozinha a própria moradia e o próprio sustento.
E não adianta quando todos dizem que estou na Flor da Idade. Isso não me conforta nem um pouco!


E então, uma amiga me tirou do meu turbilhão de questionamentos desenfrados me lembrado que existe tempo pras coisas acontecerem. Tudo o que eu vivi até hoje, deve servir pra alguma coisa, certamente.
O que me tranquiliza e me impede de recorrer a uma ajuda profissional especializada em surtos de crises existenciais é saber que existem as possibilidades, ainda que remotas, de concretizar esses planos e parar de surtar.


Mas será que esse surto anual alguma vez passará em branco? Constato que curiosamente preciso dele. De repente me parece bem necessário rever as questões, afinal de contas... E (por que não?) surtar é preciso, oras!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Vai, passarinho, voa!

E eis que me veio a decisão: quero ganhar a vida com as palavras.
Escrever é a minha válvula de escape. Todo mundo precisa de uma, aliás. Pra espantar os demônios um pouco.
Um pouco, pois precisamos deles, afinal.
E os meus estão sempre por aqui, batendo de frente com os meus anjos. E então, no meio dessa discussão interminável do meu inconsciente, eu achei uma brecha; duas aliás: caneta e papel. Lápis também serve.
Comecei com os diários, que toda garota possui quando começa a ver o mundo como ele é. Segui com os bonitinhos, cheios de adesivos e desenhos coloridos nas páginas, ou apetrechos incrementados que, aparentemente importavam muito mais do que a própria intenção real de se ter um diário: registrar pensamentos.
Me dei conta que eu só precisava das linhas. E passei a escrever num caderno - sem datas, pra não limitar a expressão, e sem desenhos pra não desviar meu foco e ocupar meu espaço no reino dos meus sentimentos descritos pelas minhas inquietas idéias e confusos sentimentos ali declarados.
Quando pequena, eu sonhava em ser desenhista: rabiscava tudo, inventava ilustrações pras minhas histórias, adorava pintar.
Mais tarde ficava olhando a chuva e numa decisão súbita, quis ser meteorologista. Quando me lembrei que física não me animava tanto, fui ao extremo: quis ser modelo, e depois bailarina (como eu queria ter sido bailarina!). Em meio a todas essas aspirações, ia ganhando prêmios de melhor redação em concursos da escola, e ia virando frequentadora assídua das bibliotecas, devorando livros de 400 páginas em 2 dias. Quando dei por mim, meu maior hobby era ler, e cheguei bem perto das palavras então: quis ser professora. E mantive essa decisão por algum tempo.
Já adulta, ao perceber minha irritação e portanto, constatada impaciência com a idéia de, um dia ter de lidar com crianças de 15 anos, desisti: quis fazer jornalismo.
Há um tempo atrás, aprendi que não posso fazer todas essas coisas, pois seria medíocre em todas essas profissões, já que não teria tempo o bastante pra me dedicar de forma adequada, quando toda possível perfeição necessita de prática. E eu sou perfeccionista, sim senhor!
Hoje eu só quero seguir as palavras, onde elas me levarem. Escrevendo, editando, traduzindo, criticando. Qualquer coisa que me faça ler e escrever. Ler como prazer, escrever como dever. O contrário também me serve. Os dois juntos seria perfeito!
Meu ninho de pensamentos é cada vez mais cheio e barulhento, me levando a escrever de forma natural, quase que vital para o meu cérebro. Como o café que eu tomo viciosamente, todo santo dia; a cabeça dói quando o corpo sente falta.
Que escrever seja constante então! Esses pensamentos precisam aprender a bater asas... e voar.
Aqui é o primeiro passeio que eles dão no céu.
=]
*

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Escrevo

Escrevo por que gosto
Escrevo por que quero
Escrevo pra expressar o pensamento
Escrevo pra aumentar o som da minha voz
Escrevo por que sei
Escrevo por que falar não basta
Escrevo por que sou livre
Escrevo pra organizar as idéias
Escrevo pra me afirmar
Escrevo pra me encontrar
Escrevo pra lavar a alma
Escrevo pra fugir dos maus fluidos
Escrevo pra me complementar
Escrevo pra abraçar o mundo
Escrevo pra registrar o que não pode permanecer oculto
Escrevo por que é mais forte que eu
Escrevo por que é parte de mim
Escrevo por que é um vício alimentado sem culpa
Escrevo por que verbalizar não é o meu forte
Escrevo por que é terapêutico
Escrevo pra esquecer da dor
Escrevo pra sorrir mais
Escrevo tentando plantar sementes
Escrevo buscando aprimorar o talento
Escrevo querendo gritar o que sinto
Escrevo por que o corpo pede
Escrevo com a alma
Escrevo com o coração
Escrevo com a emoção
Escrevo por que preciso escrever

Portanto, escrevo.
Para assim ter mais uma forma de viver.



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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Talento, carreira, liberdade.

Todo nascemos com vários talentos pra várias coisas.
Nosso cérebro é capaz de aprender o tempo todo, vários tipos de coisas diferentes.
Eu andei nessa de me sentir dividida por anos e anos; dias intermináveis de indecisões sobre como seria o meu futuro, qual carreira eu deveria seguir...
Dissentida, por várias vezes eu parei no meio do caminho pra começar a me empenhar 'noutra coisa. E sempre acabava voltando pra mesma.
Aprendi que apesar de tantos talentos armazenados, eu só podia escolher um único caminho: aquele me deixaria mais feliz e satisfeita.
O problema sempre foi descobrir o que eu queria.
Hoje eu sei qual é o meu talento mais ambundante, e é o que me retribui o sorriso que eu mostro durante o meu esforço em fazer o meu melhor.
Tudo se resume à satisfação afinal. Não tem tanto a ver com o dinheiro que se ganha por trabalhar, pois não consigo pensar em mim como alguém que gasta toda a energia que possui em algo que não dá prazer, que não faz sorrir e me dá dinheiro pra comprar algo que eu não quero, pra mostrar pra pessoas que eu não gosto alguém que eu não sou.
O que se faz quando não tem nada pra fazer é diferente do que se quer fazer o tempo todo. E é isso que confunde a maioria das pessoas que se frustram nos seus passa tempos quando olham aquilo como profissão.
Mas a principal característica a ser levada em conta é o quanto você conhece sobre si mesmo.
Fulano pode ter tudo o que quer na vida: um bom emprego, uma boa casa, uma boa família, um amor, um grupo de amigos. Mas pode muito bem ser aquilo que ele conquistou com escolhas inconscientemente erradas e não aquilo que ele realmente quer. Só que ele não sabe disso por que foi essa vida a qual ele se acostumou.
É aquela história do 'não saber que não sabe' que eu citei no post anterior.
Conheço inúmeras pessoas que parecem extremamente alegres, mas mostram num gesto ou numa frase, por exemplo, o quanto estão perdidas e confusas dentro da própria escolha de vida.
Mas ao final de todas essas reflexões que me devoram e fervilham as minhas idéias várias vezes por dia eu me pergunto: e se todas as pessoas fossem realmente livres como eu acho que deveriam ser? Como o mundo seria?
Prefiro não achar a resposta (afinal o que seria de nós sem as perguntas?), mas continuo lutando com todos aqueles e com tudo aquilo que ameaça essa liberdade que me faz feliz.
Abaixo sgue um texto que recebi hoje por e-mail, que reflete mais ou menos tudo o que escrevi agora e que, claro, desencandeou essa minha reflexão:
Crônica de Martha Medeiros
Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo: 'olha, não dá mais'.
Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo?
Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: mas agora eu to comendo um lanche com amigos'.
Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?
Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta.
E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia. Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito!
Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu.
Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos, filha única! Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.
Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.
Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip,cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris.
Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar.
Resultado disso tudo: silêncio absoluto.
O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.
Até que algo sensacional aconteceu... Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher DEMAIS para ele.
Ele quem mesmo?
Martha Medeiros
“NASCEMOS E MORREMOS SÓS. POR ISSO A NOSSA VIDA ESTÁ EM NOSSAS MÃOS. É UMA BAITA SACANAGEM DEIXAR PRO OUTRO A RESPONSABILIDADE DE NOS FAZER FELIZ, POIS SOMOS TOTALMENTE RESPONSÁVEIS PELA VIDA QUE OPTAMOS TER!"
"Nunca se deve engatinhar quando se tem o impulso de voar".
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domingo, 4 de outubro de 2009

Duvide do seu cérebro*

Semana passada fui a uma palestra cujo título era: "desperte o gigante que existe em você!'"
Quando meu chefe perguntou se eu queria ir, eu pensei: "Ok, vamos lá, de repente eu aprendo algo de bom, apesar do cansaço. Quam sabe eu não consigo tirar um cochilinho?" (A palestra foi depois de um dia intenso de trabalho, às 19h30).
Chegando lá, o início era até interessante. Quando começou a ficar engraçado, era impossível não prestar atenção no que era falado ali. Todas as quase 400 pessoas que estavam naquele salão eram ouvintes concentrados e o entusiasmo nos olhos de cada um era contagiante. No período de quatro horas, fomos 'acordados' para o mundo, da forma mais simples: sendo apresentados ao nosso cérebro.
Muita gente ali, não sabia, por exemplo, que o ser humano usa muito menos do cérebro do que é capaz e a maioria de nós não sabe que não sabe de muita coisa que acontece com nosso corpo, como os comandos que damos ao nosso cérebro pra realizar tarefas e tomar decisões.
E tudo está curiosamente interligado nos últimos dias.
Na última Superinteressante que eu li (do mês de Agosto), havia uma matéria realmente super interessante, como promete o título da revista: os donos do mundo são os vírus, bactérias, micróbios e semelhantes que convivem conosco; ou melhor dizendo, com os quais nós convivemos e mais do que isso: somos uma pequena parte deles, como se fôssemos um sundae enorme a ser devorado. E, ironicamente, ao ler essa matéria eu estava numa sala de espera lotada e impaciente do pronto socorro, para cuidar de uma dorsinha na garganta.
Dias depois, bati um papo interminavel e deliciosamente estimulante com uma amiga, sobre filosofia e psicologia, focando sem saber, exatamente naquilo que iríamos assistir no dia seguinte, numa palestra que eu queria que não tivesse acabado. Palestra essa aliás, que ficamos sabendo totalmente sem querer, enquanto conversávamos sobre qual livro de autoria nacional minha amiga deveria levar, ao que eu sugeri Clarice Liespector, destacando que existem momentos de ler Clarice, ao que uma moça da Livraria me perguntou quais eram esses momentos. Não demorou muito pra que eu mostrasse minha tatuagem e ela comentasse sobre o evento literário incrível que aconteceria aquela semana, nos dando convites para a abertura da Tarrafa Literária, onde assistimos ao show maravilhoso de Arnaldo Antunes, excluisivo, acústico, lindo.
As coisas acontecem quando tem que acontecer. Alguém já assistiu O curioso caso de Benjamin Button? Pois todos deveriam fazê-lo, ou procurar estímulos do tipo, pra expandir suas idéias, suas realizações, já que por conta própria é tão inexistente o ato de enxegar capacidades ocultas dentro de nós mesmos, quando na verdade, somos todos capazes; o impedimento está em nós.
*o título é o mesmo de uma matéria da Super, de mesma margem de assunto e, claro, interessantíssima.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Filosofia

Hoje assisti ao debate sobre Filosofia, com Márica Tiburi e o alemão Theo Ross, na maravilhosa Tarrafa Literária.

E foi falado sobre um monte de coisas a respeito da formação do pensamento em benefício da nossa personalidade, a respeito da confiança e realização.
E tudo o que ela disse faz muito sentido.

Não sei como ocorre com os outros, mas minha cabeça é um imenso imbróglio de questionamentos e idéias, e eu sempre acabo achando as respostas com outras perguntas, e tudo isso vira um ciclo vicioso de pensamentos destrinchados até o seu último recurso.

Eu me achava fora do mundo quando buscava as respostas. Era como se eu precisasse delas pra começar a viver. Mas venho percebendo ultimamente (e essa percepção teve um grande avanço no dia de hoje), que as respostas não são o objetivo, e sim, as perguntas. Perguntar a si mesmo sobre todos os desejos e anseios é o que forma as milhões de idéias que fervilham aqui dentro e que são exatamente o que definem minha personalidade. E na verdade, nunca chegaremos a uma resposta definitiva para as coisas.
O ser humano é uma criatura complexa, cheia de extremos, e por isso mesmo, perdida por si só.
O que vale é achar o nosso próprio caminho fazendo aquilo que se gosta, aquilo que a sua alma realmente se sente satisfeita em fazer. Ou 'achar o seu bando' como diria uma amiga.
Se você para pra reparar nas pessoas á volta, vai perceber que a maioria delas não sabe o que faz ou o que quer. E, começando a pensar nisso, me senti privilegiada por, aos 23 anos, saber exatamente quem sou e o que quero pra minha vida.

Sou cada pedaço infernal de mim.
Muitas pessoas não entendem o significado dessa frase da grande Clarice Lispector que gravei na pele. Pois explico: quero com isso dizer que sou cada sensação que demonstro, cada tristeza e cada sorriso, cada dor e cada prazer, sou exatamente aquilo que quero e preciso ser. Infernal por ser questionador, intrigante, pulsante...

E eu realmente não entendo como podem existir pessoas com medo de serem o que são e desperdiçarem o tempo que é tão precioso com coisas tão pequenas, medíocres e que contradizem as personalidades e prazeres que poderiam existir.
No debate foi colocado em foco o resultado do grande sistema capitalista formado pela publicidade, impulsionando as pessoas a ficarem cada vez mais estúpidas, seguindo a moda pra se 'adequar à sociedade', e realmente isso existe. Claro que jamais saberíamos viver sem sermos consumidores, mas a idéia real é a de que não precisamos seguir uma linha de pensamento, afinal somos livres e temos sorte de vivermos num país livre e democrático. Afinal qual seria a graça no mundo se fôssemos iguais? E me revolta a existência da limitação nas pessoas. Quem disse que fulano não é capaz? Mas fulano acredita que não é por que alguém falou. E acaba sendo mais um nas mãos daquela idéia de felicidade comprada, sorrisos e satisfação de fábrica. É inexplicável o fato de existirem pessoas assim, que simplesmente não raciocinam sobre a vida.
Chega a ser deprimente.

Aliás, os sentimentos negativos como a depressão devem ser sentidos da forma mais profunda e não desesperadamente explusos da vida. Afinal, quem é que conhece um ser 100% feliz? O nosso próprio cérebro trabalha pra que nós enfrentemos as dificuldades. Precisamos da melancolia pra termos o prazer de sorrir; dor deve ser sentida, questionada e amenizada. Só que ninguém aceita não ser feliz. E nessa busca pela felicidade a qualquer custo o indivíduo acaba se perdendo num mar de opções de vida, e a fraqueza impera no lugar da sensatez.
Enfim, só de saber que eu enxergo o mundo da forma que enxergo e que sou altruísta o suficiente para espalhar minhas idéias da maneira que me é possível (afinal, somos livres!), eu já fico bem satisfeita, e a revolta diminui por um momento.


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domingo, 6 de setembro de 2009

Tarrafa Literária



Começou no dia 03/09, o 1º Encontro de escritores em Santos, um evento Literário que promete ser um prato cheio pra quem gosta da coisa.

O evento teve a abertura com o show incrível de Arnaldo ANtunes, só voz e violão. Eu claro, aplaudi de pé, afinal consegui meu convite quase como um presente inesperado, e tive a oportunidade de desfrutar da voz de contra-baixo maravilhosa do cantor multi-artista.

"O corpo, se cortado, espirra um líquido vermelho,

O corpo tem alguém como recheio."




Mais em http://www.tarrafaliteraria.com.br/





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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Timidez.

Eu sou uma pessoa que, embora muitas vezes não pareça, possui uma timidez agudíssima, que se manifesta nas horas mais críticas, decisivas.
Hoje saí com uma amiga que morava em outra cidade, distante, e há algum tempo, voltou pra Santos. Fomos em duas das livrarias que eu mais frequento (aliás, que eu frequento ao menos uma vez por semana, nem que seja pra olhar as lindas pilhas de livros), e voltamos pra casa com um convite prum evento literário que promete ser incrível, e algumas dicas de bares que tocam música boa, no centro.
Bom, eu comentei que eu frequento as livrarias ao menos uma vez por semana? Pois bem. Eu fiquei me perguntando: há quanto tempo rolam eventos como esse na minha cidade, e eu não fico sabendo pelo simples motivo intrigante que é a minha timidez ter me travado para conversas casuais nos lugares que eu sempre frequento? E é claro que possíveis 'altos papos' já foram direcionados a mim por várias vezes incontáveis nessas minhas caminhadas solitárias, e é claro que eu, tímida e insegura, não os percebi.
Conversando com essa amiga (a mais psicóloga de todas!) decidi mudar, driblar um defeito que faz somente com que o futuro colorido que eu vejo no meu horizonte vá se tornando cinza e medíocre... E penso que se todos nós fizéssemos exatamente isso, raciocinarmos sobre a própria personalidade e sobre as escolhas tomadas, seríamos mais realizados.
É, eu me sinto realizada quando tomo atitudes que eu sei que me farão, anos mais tarde (num daqueles momentos de reflexão), pensar nas tentativas que eu fiz de me tornar uma pessoa melhor pra mim mesma, e para aqueles que eu quero bem, aqueles com os quais eu realmente me importo.
E o mundo precisa girar, afinal, não é?
O fato de eu permitir que minha timidez me prive de certos momentos e experiências não significa que essas oportunidades estarão esperando eu tomar coragem pra ser (olha que complexo!) exatamente aquilo que eu sou.
*
"E pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz." Chico Buarque

sábado, 22 de agosto de 2009

Há um outro mundo













Dentro de mim,

que você

talvez

nunca

veja.




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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A odisséia dos cabelos.

Eu e meu cabelo temos uma história de amor e ódio daquelas cheias de dramas, onde todos os dias acontece uma emoção diferente e devastadora.
A minha revolta começa quando me chegam os vestígios de que no início da minha vida tudo era diferente: até por volta dos 4 anos as madeixas eram tão lisinhas que chegavam a escorrer pela testa! Mas obviamente eu sequer notava a importância que aqueles cabelos práticos teriam na minha vida mais tarde.
Aos 5 aninhos, ele foi se rebelando; dia após dia ficava mais enrolado e difícil de lidar. Me lembro perfeitamente dos suspiros de cansaço de minha pobre mãe ao desembaraçar os tantos fios fininhos e teimosos que eu herdei dela. A essa altura da minha vida eu já sabia que meu cabelo iniciava, naquela obstinada rebeldia, uma batalha sem fim com meu próprio ego.

Na escola eu era a menina das trancinhas. Trançava os cabelos de todas as formas que ele permitia trançar, variando a camuflagem de mechas indesejáveis. Não ousava nem por decreto soltar a fera que existia naquela juba, e sonhava com o dia em que jogaria livremente os cabelos de um lado pro outro.
Mal percebia que tudo o que ele precisava era de cuidado, carinho e atenção.
Já adolescente, eu me entreguei á liberdade. Confiei nos cremes que prometiam conter o volume dos fios, e assim foi por um tempo.
Quando começou a moda de alisar os cachinhos (por que o liso era o top dos tops e ter cabelo cacheado era logicamente um crime imperdoável), eu, claro, na minha ingenuidade desesperada de realizar o sonho de voltar a ter cabelos lisinhos, sem pestanejar, aderi à moda. Por um tempo, o mundo capilar ficou todo cor de rosa: eu não me preocupava mais com aqueles malditos fiosinhos arrepiados que teimavam em ficar de pé, bem acima da testa.

Mas, passado um tempo (mais precisamente 2 meses, quando a raiz acenava insistente no couro cabeludo, como que protestando e reivindicando o seu lugar), eu percebi o quanto meu cabelo cacheadíssimo demonstrava a minha personalidade, o quanto ele tinha a ver comigo, exatamente do jeito que ele era. A juba que eu julgava ser assustadora, era na verdade o charme que emoldurava meu rosto fino e comprido, dando ao meu corpo longilíneo um contraste harmonioso e sutil.
Todos aqueles cachinhos... Que saudade quando as pessoas perguntavam quanto tempo eu levava para enrolar os cabelos, ao que eu sorridente, respondia "cara, eles são assim mesmo!"
É curioso como o cabelo é importante na vida de uma mulher. E como a maioria de nós estamos insatisfeitas com alguma coisa no nosso corpo, buscando modificar o que nos incomoda a todo custo, nem que pra isso seja necessário enfrentar 8 horas no cabeleireiro, nos obrigando a passar por complicadas etapas de estica e puxa, resultando numa dor de cabeça ardentemente terrível; deixar de comer aquela torta de morango com um delicioso recheio de chocolate pra entrar naquele jeans ma-ra-vi-lho-sooo; submeter o corpo a uma cirurgia perigosamente incrível ou passar horas e horas numa academia puxando ferro, e ainda sairmos de lá, exaustas, mas com um sorriso de orelha a orelha...

Se eu pudesse voltar no tempo (ah! a velha frase dos arrependidos!), eu não teria assassinado os cachinhos. Porém, hoje eu vejo que não importa tanto assim você tentar ficar com uma aparência deslumbrante, pois a beleza um dia envelhece junto com você. Já o conhecimento estará ali, firme e forte, permitindo uma visão totalmente clara e crítica dos problemas que sempre estarão nas nossas vidas.
Claro que não saio de casa sem um batom, tenho vários tipos de fluidos restauradores para cabelos e assino uma revista de moda que eu a d o r o, mas se você estiver feliz e, digamos assim, conformada com o corpo que tem, você só precisa se preocupar com a sua cabeça, e toda essa satisfação adquirida ao ignorar uma futilidade absurda e em viver livre de amarras superficiais vai transparecer, te dando um ar muito mais confiante e entusiasmado.
Planejo, um dia, quando estiver naquela fase de mudança, tosar a juba e deixar os cachinhos livres para se enrolarem alegres na minha cabecinha cheia de atitudes impulsivas.
Por agora, tudo o que eu desejo é um cabelo comprido...
=D


"Havia a esperançosa ameaça do pecado, eu me ocupava com medo em esperar; sem falar que estava permanentemente ocupada em querer e não querer ser o que eu era, não me decidia por qual de mim, toda eu é que não podia; ter nascido era cheio de erros a corrigir."
Clarice Lispector em A Legião Estrangeira.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Amado

E eu não quero mais te ver se isso significa te desejar!
Por que o desejo de te ter é tão inalcansável quanto tocar o céu...
Poderíamos tocar a Lua se quiséssemos, sabia? Mas é um querer que necessita de duas almas pra se manter ativo...

Enquanto vejo teu rosto paralisado numa fotografia, me sinto uma completa idiota por gostar de alguém que trata o amor com tanto desdém.
E eu sei que existem milhões por aí que me fariam feliz - exatamente do jeito que minha cabeça exige - mas meu coração só me aponta você!

Logo eu, tão prática e sensata nos assuntos mais complicados;
Eu que tanto me vejo como alguém que otimiza as situações, tranquilizando os corações aflitos à minha volta;
Eu que sempre atravesso faceira o meu caminho, por mais esburacado que ele seja, me vejo perdida, sem distinguir ao certo qual estrada tomar, o que dizer a você sem que você perceba nas minhas palavras mascaradas o quanto te desejo.
Um dia, eu crio coragem, me tomo por impulso e te revelo tudo o que por tanto tempo está arrebentando a alma querendo explodir em paixão, sem medo da sua posterior expressão atordoada, que certamente me fará sentir arrependimento e vergonha, mas que ao menos, me trará a certeza de que você teve a prova irrefutável de que eu sinto por você algo muito maior do que afeto.


"Como pode ser gostar de alguém - e esse tal alguém não ser seu?"
Vanessa da Mata

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Carteiracheia Ltda.

Eu sou uma gastadeira compulsiva incontrolável. Gastei tanto no começo do ano, com coisas tão inúteis que o arrependimento é inevitável. Mas a lição esta aí; e o castigo também: juros é um bichinho cruel, malvado, impiedoso, que come todo o seu dinheiro.

E quanto aos meus planos para o ano que vem, ainda estão brigando entre si, vendo quem pode mais. Já cansei de pedir que façam as pazes! Por enquanto o plano de ir pra faculdade está ganhando - acabei de ver que a mensalidade do curso de Letras baixou... É, eu tinha decidido por Jornalismo, mas eu não sou lá muito comunicativa, entende? Por outro lado eu não sou paciente o bastante para ensinar crianças de 16 anos...
Essa dúvida de 'Letras: fazer ou não fazer?' me deixou pensando numa coisa: eu AMO o meu trabalho hoje, por mais que eu nunca tivesse cogitado a possibilidade de fazer contas o dia inteiro na minha vida adulta. Mas, ei, eu gosto do que eu faço! Tem o seu aborrecimento vez ou outra, mas qual profissão não tem? Sem falar de todos os benefícios contidos. Eu posso muito bem ter o rendimento de Letras como uma segunda opção, um trabalho extra, talvez. E Tradução mais tarde! O curso é perfeito pra mim, a animação só de pensar em fazê-lo transborda!

Então fica assim: penso mil vezes antes de comprar aquela blusa ma-ra-vi-lho-sa que está em liquidação (poxa vida, imperdível!), mentalizo um bolso com dinheiro suficiente para a mensalidade da facu + ajuda mensal pros meus pais + a lista enooorme e infinita de livros que eu compro todo santo mês. Fora os gastinhos extras, né?

Já cancelei todas as assinaturas das tão queridas revistas (4, no total. Snif!), organizei uma agenda, comprei uma pasta pra organizar as contas, e há 2 semanas venho anotando todos os meus gastos, como se minha carteira fosse exatamente como uma empresa: administrá-la bem é a meta constante.

Disciplina também é outra palavra a mentalizar, e particulamente, a mais difícil... Oh boy!!!

Por enquanto, eu vou aproveitando os últimos meses que me restam pra alugar todos os filmes, ler todos os livros e todas as revistas (minhas 3 últimas piauí's ainda estão embaladas!), terminar de comprar minha coleção de Gilmore e Everwood, ir a todas as festinhas e barzinhos e claro, dormir muito e fazer as coisas inúteis que serão impossíveis de aproveitar quando a faculdade começar.
Frio na barriga só de pensar em todas as pedras que encontrarei nesse caminho...
Mas, cara, eu posso chutá-las se eu quiser, não posso?

;]


"E onde a sorte há de te levar? Saiba, o caminho é o fim, mais que chegar..." Little Joy

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terça-feira, 14 de julho de 2009

Moda + internet + Fotografia = Poupée Girl

Essa é pra quem é viciada em internet e curte moda.
Há uns meses atrás eu fui apresentada a um jogo na internet chamado Poupée Girl.
Funciona assim: você monta uma bonequinha com direito a tudo: cor da pele, cor e formato dos olhos, cabelos, rosto, enfim... Todo os detalhes (não, não é como o boddy poke do orkut, a poupee girl é muito mais detalhada que isso! E muito mais bonitinha tb), e inicialmente, você ganha algumas peças (roupas, sapatos, etc), mas tudo muito sem graça.
Aí é que começa o jogo: Ganhando ribbons (que é o dinheirinho no mundo das pupes) você compra roupinhas de todo os tipos, cores, estilos. Além de acessórios, maquiagem, esmalte, apetrechos... É como um shopping virtual, com tudo o que tem nos shoppings do mundo, e você vai montando a sua bonequinha.
Todas elas são mostradas na sua página do jeito que você montou; a cada produção nova você tira uma snapshot (que é a foto que vai aparecer na sua página inicial, a sua home).
A cada snapshot você ganha 10 ribbons (mas só é permitido tirar uma única por dia =\)
Como ganhar mais ribbons? Essa é a parte bacana pra quem curte fotografia (como eu!): você tira fotos dos seus produtos reais e posta na sua home. Mas só valem peças, cosméticos, sapatos, enfim... Nada de fotos suas mostrando seu rosto ou o de outras pessoas, somente itens de moda. A cada post novo, você ganha ribbons e um item de moda.
E aí as outras pupes que virem e gostarem da sua foto podem comentar e com isso, você ganha 1 ribbon e a pessoa que comentou também.
Quem quiser entrar e saber mais informações, aqui está o Tutorial que explica mais detalhadamente o que é cada coisa e tals...
Eu, claro, viciei total.

ps. O site é do Japão, então algumas páginas estão, obviamente, em japonês... Mas as coisas mais importantes estão em inglês, pra quem não entende nada, é só fuçar que você se encontra. ;]



"Nós vivemos num mundo materialista ( e eu sou uma garota materialista)" - Madonna.

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

O que motiva a fé nas pessoas?

Vejo muita gente se apegar a Deus, dizer que tem fé nele e viver com medo de tudo.
Afinal fé e confiança não andam juntas? Então pra quê ter medo?
Acho que as pessoas acreditam em Deus pelos motivos errados...
Lembro de uma senhora evangélica que me disse que eu precisava ter uma religião, como se algo de ruim fosse acontecer se eu não seguisse regras de fé, e lembro como eu fiquei indignada com isso.
As pessoas são livres, caramba! Ao menos deveriam ser...Cada um com seus princípios!

Fiz primeira comunhão, pois venho de uma família católica, mas acho que fiz mais por quê minha mãe disse que era preciso, e não por realmente querer fazer.
Hoje, crescida e pensando com a minha própria cabeça, eu não tenho religião. Acho que todas elas tem alguma regra boba, que diz que se a gente não fizer isso ou aquilo, não iremos pro céu, e é errado e bla bla blas sem sentido.
Apesar disso, eu acredito muito em Deus. Talvez não naquela imagem que existe nas catedrais por aí, talvez não como uma figura humana, mas como uma força maior, que olha por nós, que nos guia, que inventou o amor donde originaram-se todas as coisas boas. E agradeço a esse Deus todas as noites antes de dormir, converso com ele, faço pedidos, e digo boa noite. Sem rezas prontas.
E é muito simples pra mim sentir essa fé. Aí eu não entendo por quê as pessoas tem medo de viver e se apegam a Deus, temendo que coisas ruins aconteçam, e que ele irá protegê-las.
Mas se a vida é feita de extremos! Sem as coisas ruins, jamais aprenderíamos o valor das coisas boas...

Me confunde o fato de as pessoas buscarem a felicidade e se dizerem crentes em Deus sendo que não possuem sequer coragem pra enfrentar os próprios medos.
E me incomoda muito presenciar imposições religiosas vindas de pessoas tão descrentes...

Talvez a chave seja acreditar. Quando você tem essa em algo, ou em alguém, esse seu alvo de crença realmente funciona. Sendo assim, a força pra viver está em nós mesmos não? Quem é que sabe o poder que a mente tem...

Uma vez, depois de acontecer algo muito ruim, ouvi alguém dizer: "Preciso voltar a ir à igreja". Será que achou que nunca mais vai acontecer nada de ruim se as idas à igreja retornarem? É muito curisoso pensar nisso. Mas acho que jamais vou entender a cabeça de algumas pessoas e pronto. Melhor partir pro próximo assunto.


"O que mais importa ninguém usa a seu favor - hoje coisas valem mais do que pessoas." Mecanika!

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sábado, 13 de junho de 2009

E o futuro... Pertence à nós mesmos ué!

Hoje, enquanto arrumava os dvd's na ordem certa (perfeccionista, eu??), percebi a bagunça que estavam e lamentei ao ver que eles não ficariam assim nem 3 dias... Eita povo bagunceiro esse que mora comigo! Aí fiquei viajando num apartamento lindo, eu, morando sozinha...
Só eu e o meu gato Pierre, num apartamento pequeno, aconchegante, onde tudo fosse do meu jeito, na minha paz...
Aí acordei. O que impede (em primeiro lugar) é a faculdade. Constatando que ela custa mais da metade do meu salário, eu vejo meus planos de morar sozinha se concretizarem daqui a 5 ou 6 anos.
'Tá, tudo bem. Ao menos eu vou estudar algo que eu quero muito, e gosto muito. E será tudo um mar de rosas, certo? Errado! Provavelmente eu vou domir 4h por dia, e só descansarei nos fins de semana se eu descartar a opção de bolsa.
Daí eu penso: Por quê é tão injusto? Vejo tantos jovens como eu na mesma exata situação, querendo um diploma, querendo ter um futuro melhor, enquanto tantos outros que nascem com a oportunidade na mão, a jogam fora.
Ahhh, mas será que eu daria valor seu tivesse as portas abertas? Talvez. Mas até acho empolgante esse lance de 'lutar pelo meu futuro acompanhada só da minha determinação'.
Afinal o mérito será só meu, não?! Cruzar os braços é que não vai adiantar...
O emprego que tenho hoje (que não é dos piores) eu consegui indo domir tarde, acordando cedo, virando a noite em dia de prova, comendo em cima dos livros. Ufa! Foi um ano e tanto...
Mas como boa otimista que sou, prefiro lembrar das reuniões divertidas com o grupo do tcc, das aulas interessantíssimas de economia e português, e das amizades que guardo até hoje daquela época.
E tento imaginar 4 anos disso, ao invés de 1; dessa vez muito mais especiais, já que estarei estudando algo que eu realmente gosto...
Fazer faculdade vai definitivamente mudar minha vida e abrir minha cabeça...
E morar sozinha só quando eu for uma jornalista diplomada... =\




"Vou levando assim, que o acaso é amigo do meu coração (quando fala comigo, quando eu sei ouvir...)."
Los Hermanos - O Velho e o Moço


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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Deprê o quê?

Não consigo entender como funciona a depressão na cabeça das pessoas... O que é estranho vindo de alguém que já passou por ela.
Quando era adolescente, eu queria ser outra. Outro corpo, outro cabelo, outra vida.
E fui tentando me encontrar. Até que me tornei o que sou hoje: uma pessoa prática, tranquila, pé no chão. E é por isso que não entendo como alguém pode simplesmente recusar-se a viver e enxergar o que há de bom por trás das coisas ruins.
Talvez meu otimismo seja tão grande que me leve a ver o mundo de outra cor, mas é esse otimismo que me faz ser feliz.
Ao 'me encontrar' eu passei a não ter muita paciência pra muito nhem nhem nhem, rodeio, e lamentações. Passei a ir direto ao ponto, e não sei lidar com a tristeza dos outros. Pra mim trizteza é momento pra ficar sozinho e conversar com ela, entender por quê ela está ali e só então dizer 'até logo'...
Não vou dizer que nunca tenho momentos depressivos - todo mundo tem e quem disser que não está mentindo.
O ser humano é feito desses extremos, cada um com seu conjunto de sentimentos formando uma personalidade (forte ou não).
Mas quando algo ruim acontece, de que adianta ficar com medo de viver? Achando que algo de ruim vai acontecer de novo? E de que adianta perguntar por quê as coisas ruins acontecem?
Enfrentar os medos de frente é a melhor solução pra afastar essas perguntas, e viver a vida como ela é.
Eu não entendo um monte de coisas, e me pergunto por quê algumas pessoas são do jeito que são, por quê fazem o que fazem, e vivo me perguntando isso, como todo mundo.
A diferença é que eu não fico parada esperando as respostas: quando não as encontro eu faço a minha parte, luto pelo o que eu quero ser, defendo o que penso e vou atrás do que quero.
Acho que o otimismo é a chave pra felicidade.
E que a felicidade está dentro da cabeça da gente, cabe a nós deixá-la existir.
Afinal, pra quê serve a vida? Pra viver, é claro...
;D



Ouvindo: Eu não pertenço à você - ReC


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terça-feira, 31 de março de 2009

Até.

Reiventando coisas, renovando idéias, rabiscando planos, traçando caminhos, desenhando formas.
Fui rabiscar no caderno, cansei de teclar por aqui.

Até breve.


Ou não.

:)